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O que é Solidarismo?
Tempo de leitura: 4 min
O Solidarismo é um conjunto de ideias, princípios éticos e uma forma de organização social, econômica e política, baseada na cooperação, na prosperidade compartilhada e no compromisso com o bem comum.
Inspirado nas ideias de Léon Bourgeois, Prêmio Nobel da Paz em 1920, o Solidarismo parte de uma constatação fundamental: nenhum indivíduo se constrói sozinho. Toda prosperidade é resultado de uma dívida social acumulada ao longo do tempo, sustentada pelo trabalho coletivo, pelo conhecimento transmitido entre gerações e pelas instituições desenvolvidas pela própria sociedade.
O Solidarismo busca conectar pessoas, comunidades, iniciativas e organizações que reconhecem os limites da estrutura vigente — marcada pela exploração, alienação e concentração de poder — e desejam construir alternativas reais. Nosso objetivo é articular ações concretas em múltiplos pilares estratégicos, usando o sistema contra o próprio sistema, em uma abordagem gradual, sistêmica e acumulativa.
Valores
- 🌱 Aperfeiçoamento individual e coletivo
- 🤝 Solidariedade e cooperação
- 🔬 Ciência
- 🕊️ Liberdade
- 💛 Empatia
- 🌾 Humildade
- ⚖️ Equidade e justiça social
Nota introdutória importante
- O Solidarismo não busca impor-se à sociedade; ele se organiza de forma voluntária e reúne apenas pessoas que se identificam genuinamente com seus valores. Não somos moralmente neutros. Não há espaço no coletivo para comportamentos reacionários, autoritários, oportunistas, negacionistas ou defensores de estruturas de poder que perpetuam desigualdade e exploração.
- À medida que nosso grupo, nossa filosofia e nossas ações avançam, ideias, instituições e práticas coercitivas ou socialmente ineficientes tendem a perder espaço frente a projetos mais justos, cooperativos e socialmente eficientes. Com o fortalecimento do coletivo, ampliamos também nossa capacidade de incidência política para transformar a estrutura vigente.
- A liberdade que defendemos inclui o direito de ir e vir, a liberdade de expressão, de identidade e de crença. Sendo terminantemente proibído práticas ou discursos de racismo, perseguição ou negação da dignidade humana.
- Devemos focar nas ideias e nos objetivos que nos unem. Precisamos saber ouvir e saber lidar com pequenas desavenças. Diferenças pequenas e secundárias de visão de mundo ou filosofia não devem minar nossa organização. O foco do Solidarismo está no que é concreto, viável e transformador.
- Em vez de uma revolução pela força, nossa estratégia é promover mudanças por dentro do sistema político, econômico e social vigente, de forma gradual, sistêmica e acumulativa, orientada por análise crítica, método científico e aprendizado histórico. O Solidarismo não adota soluções que, embora atraentes no plano das ideias, não se sustentam no plano da realidade.
- Esta não é a formulação de uma solução perfeita ou definitiva, mas o esforço consciente de pavimentar caminhos e preparar o terreno para mudanças estruturais mais profundas. Ao mesmo tempo, o Solidarismo atua na criação de alternativas concretas e em ações de curto e médio prazo, capazes de gerar impacto real enquanto a transição é construída.
- O sistema capitalista e a cultura do hiperconsumo possuem contradições estruturais irremediáveis, que não podem ser resolvidas por ajustes pontuais ou reformas superficiais. Ao organizar a vida social em torno da competição permanente, da insegurança e da frustração, esse modelo gera exploração econômica e pobreza estrutural, ao mesmo tempo em que intensifica o adoecimento mental, o burnout, a depressão e a fragmentação dos vínculos sociais.
Filosofia e cosmovisão solidarista
O Solidarismo se orienta por uma cosmovisão que reconhece o ser humano como social e interdependente. Pessoas que fazem parte do coletivo não precisam compartilhar cada detalhe dessa visão, mas devem concordar, em linhas gerais, com seus princípios fundamentais.
Essa cosmovisão valoriza cooperação, equidade, transparência e responsabilidade coletiva, rejeitando a ideia de que o valor humano esteja ligado exclusivamente a status, ostentação, desempenho constante ou acumulação excessiva.
Entendemos que sistemas baseados na competição permanente, na exploração e no hiperconsumo tendem a produzir desigualdade, instabilidade social e sofrimento psíquico. Por isso, o Solidarismo incentiva uma visão de mundo voltada ao bem-estar humano, à dignidade material, à saúde mental e a vínculos sociais mais fortes.
Fazer parte do Solidarismo implica estar disposto a refletir criticamente, rever práticas naturalizadas pelo sistema vigente e contribuir para a construção gradual de alternativas mais justas, cooperativas e humanas.
Pilares Estratégicos
As elites econômicas e políticas nunca tiveram tanto controle sobre as massas — não mais apenas pela força direta, mas por meios muito mais sofisticados, difusos e eficientes. Algoritmos que decidem o que vemos e o que não vemos, narrativas cuidadosamente construídas, propaganda permanente, coleta massiva de dados pessoais, endividamento estrutural, precarização do trabalho e isolamento social.
As redes sociais e o sistema não são neutros: filtram a realidade, amplificam certos discursos, silenciam outros e utilizam dados sobre nossos hábitos, emoções e comportamentos para prever, induzir e direcionar escolhas — do consumo à política, da autoestima à visão de mundo. Um sistema contínuo de comando e controle.
Não é o caso de nosso sistema político, econômico e social “ter dado errado”. Pelo contrário: ele funciona exatamente como foi desenhado para manter os poderosos onde estão, drenar a prosperidade gerada pelos trabalhadores e concentrá-la nas mãos de poucos, enquanto a maioria permanece ocupada demais sobrevivendo para conseguir resistir.
Vias tradicionais de mudança não são suficientes. Partidos políticos foram cooptados e o trabalho de voluntários e ONGs, apesar de fundamental, raramente possui escala para gerar mudanças estruturais. A transformação real exige atuar em múltiplos setores ao mesmo tempo. Por isso, o Solidarismo assume uma estratégia de atuação ampla, baseada em múltiplas frentes interligadas (uma “guerra híbrida” no sentido analítico, não militar): combater a cultura do hiperconsumo, construir alternativas econômicas, formar consciência crítica, ocupar espaços institucionais e atuar onde a vida real acontece — acumulando força de forma descentralizada, resiliente e contínua.
Os pilares estratégicos organizam a atuação do Solidarismo como um sistema vivo: frentes que se reforçam mutuamente. É dessa articulação — entre ação política, econômica, cultural, educacional e comunitária — que surge a capacidade de produzir alternativas reais e transformações profundas na sociedade.
Nossos pilares
- Político
- Econômico
- Comunicação
- Educacional e Filosófico
- Organizações da Sociedade Civil
Aqui apresentamos apenas uma visão geral. O desenvolvimento completo de cada pilar está em Fundamentos do Solidarismo.
Próximos passos
Se essa visão faz sentido para você, o próximo passo é simples: conheça o coletivo de perto. Entre nas nossas redes, acompanhe as discussões, entenda como nos organizamos e veja como você pode participar. O Solidarismo cresce por conexões reais e colaboração concreta.
Para começar agora, você pode:
- Fundamentos — uma versão mais completa e detalhada da filosofia, visão social e estrutura do Solidarismo.
- Entrar no Discord — participar do debate, conhecer pessoas e se integrar ao coletivo.
- Trilha ética — uma introdução mais direta aos princípios, valores e postura do movimento.
Agradeço por ter chegado até aqui. Se você quer construir alternativas reais e cooperar com responsabilidade, seja bem-vindo.
Projetos
Conexão Solidária Popular — Mapa interativo colaborativo para conectar pessoas e coletivos, denunciar problemas locais e fortalecer a organização social de base.